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sábado, 12 de julho de 2008

Como amei você, só amei você.


À primeira vista, o título é perfeito.
Mas uma breve análise já derruba essa hipótese falha: não há como te comparar com alguém - quanto mais com ninguém.
Sim, porque costuma-se dizer: "Como amei você, não amei ninguém".
Além disso, que inapropriado - uso o passado para expressar algo que é presente, e isso não cabe!

Então... retifico: "Como amei você, a amo."

Mas também não cabe não perfeitamente.
Amo-te igualmente no passado e agora? Dando a impressão de que você permanece exatamente a mesma? Ou de que o amor não mudou (pois deveria ter mudado - hoje te vejo como antes não a via!)?

Pois bem... "Como amo você, a amo."

Espera... Procede? *pensa...*
Sim, procede. Mas redunda. Não que redundar seja ruim quando se trata de uma frase afirmativa que inclui você como sujeito e amor como verbo incontestável.
(Transitivo direto, indireto e incontestável.)
Mas perde a idéia inicial de especificação de incomparatibilidade.
É, eu falo difícil quando não precisa.

Mas então...
E que tal... que tal "Como amo você, você"??

Sim... porque...
...
Por que é despertado por você, o amor.
E é destinado a você.
E sem você ele não faz sentido, e com você, ele é completo!!

Então está definido.
Se, no passado, "Como amei você, só amei você"...

No presente,
"Como amo você, você."

.

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