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Minha Família em Pinguim!




terça-feira, 19 de agosto de 2008

Que imagem surge do contraste do Omni (Tudo) com o Nihil (Nada)?


Devo ser mais prudente! Devo ser tão profundamente astuto como a minha serpente.

Peço, porém, o impossível; rogo, portanto, à minha altivez que acompanhe sempre a minha prudência! E se um dia a prudência me abandonar – ai! agrada-lhe tanto fugir! – possa continuar a minha altivez a voar com a minha loucura!

Assim Falou Zaratustra, Preâmbulo de Zaratustra, X.

Não é pouco saber dormir; para isso é preciso ficar acordado o dia inteiro.

Dez vezes ao dia deves saber vencer-te a ti mesmo; isto cria uma fadiga considerável, e esta é a dormideira da alma.

Dez vezes deves reconciliar-te contigo mesmo, porque é amargo vencer-nos, e o que não está reconciliado dorme mal.

Dez verdades hás de encontrar durante o dia; se assim não for, ainda procurarás verdades à noite e tua alma estará faminta.

Dez vezes ao dia precisas rir e estar alegre, senão incomodar-te-á de noite o estômago, esse pai da aflição.

Embora poucas pessoas o saibam, deve-se ter todas as virtudes para dormir bem.

Assim Falou Zaratustra, Os Discursos de Zaratustra, Das cátedras da virtude.

Já não tenho confiança em mim desde que quero subir às alturas, e já nada tem confiança em mim. A que se deve isto?

Eu me transformo muito depressa: o meu hoje contradiz o meu ontem, Com freqüência salto degraus quando subo, coisa que os degraus não me perdoam.

Quando chego em cima sempre me encontro só. Ninguém me fala; o frio da solidão me faz tiritar. Que é que quero, então, nas alturas?

O meu desprezo e o meu desejo crescem a par; quando mais me elevo mais desprezo o que se eleva. Que é que quer ele nas alturas?

Como me envergonho da minha ascenção e das minhas quedas! Como me rio de tanto anelar! Como odeio o que voa! Como me sinto cansado nas alturas!

Assim Falou Zaratustra, Os Discursos de Zaratustra, Da árvore da montanha.

O nobre quer criar alguma coisa nova e uma nova virtude. O bom deseja o velho e que o velho se conserve.

O perigo do nobre, contudo, não é tornar-se bom, mas insolente, zombeteiro e destruidor.

Ah, eu conheci nobres que perderam a sua mais elevada esperança. E depois caluniaram todas as elevadas esperanças.

Desde então têm vivido abertamente com minguadas aspirações, e dificilmente traçam meta para mais de um dia.

Assim Falou Zaratustra, Os Discursos de Zaratustra, Da árvore da montanha.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Bem dizem que agosto é mês de mau agouro.


... só suspiro, suspiro e suspiro.
Não quero pensar, falar ou ver.
Ouvir é inevitável. Ouço a mim mesma.
Pros diabos com agosto.
Agosto que cheira a dor.
Agosto dos infernos.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008


Não me importa de quem mais sente falta.
Me importa quão grande é a saudade que sinto por ti.